“Sabe aquele tipo de mulher que só faz raiva quando está por perto, mas que dá uma falta danada quando vai embora? Pois é, foi para estas pestes que escrevi a canção”.A explicação nada ortodoxa é do cantor potiguar Dorgival Dantas, autor da música “Você não vale nada” – forrozão convertido a hit de FM desde que se tornou tema da personagem Norminha, a dona-de-casa fogosa interpretada pela atriz Dira Paes, em “Caminho das Índias”.Escrita há quatro anos, a faixa demorou para ser sucesso. Primeiro integrou a trilha sonora do filme “Chega de saudade” (2007), de Laís Bodanzky. Só com a gravação do grupo Calcinha Preta virou tema de novela e atualmente ocupa a 67ª posição no ranking das 100 canções mais executadas nas rádios.“Se eu soubesse o email da dona Glória Perez, mandava uma mensagem agradecendo por ter escolhido minha música. Queria escrever também para a Dira Paes, que está um estouro”, elogia Dorgival.Em “Caminho das Índias”, o refrão “você não vale nada/mas eu gosto de você” é tocado nas cenas em que Norminha ajeita suas curvas em vestidos decotados, dribla a vigilância do marido - o abobalhado guarda Abel (Anderson Muller) - e vai para a farra.“Comecei a gravar a novela dois meses antes de escolherem a música”, conta Dira. “Mas agora ela mora no meu inconsciente. Quando entro em ação já começo a lembrar dela”.Fã de forró, a atriz não considera a letra machista. “Acho muito interessante e corajoso alguém poder admitir seu amor por uma pessoa, mesmo sabendo o jeito que ela é”.Superstar nordestino:O autor de “Você não vale nada” não se incomoda com o fato de sua composição ser chamada de “a música da Norminha”. “A mulherada fica louca nos shows pedindo para eu cantar. Subo no palco e pergunto: ‘tem alguma Norminha na área?’. E aí já começa a gritaria”, conta Dorgival, que se considera um “superstar nordestino”.“Por essas bandas do Sul o público ainda não me conhece, mas aqui no Nordeste faço show de segunda à sexta”, garante o forrozeiro, que espera que a execução da música na novela renda convites para apresentações no eixo Rio-São Paulo.“Meu sonho é sentar no sofá do Jô Soares e contar minha história. A trajetória dos ‘dois filhos de Francisco’ perto da minha é molezinha”, compara o potiguar, que diz já ter “dormido em rodoviária e tocado sanfona para ganhar uns trocados e garantir o almoço”.A situação começou a melhorar quando suas composições caíram nos ouvidos de ídolos populares, como o pagodeiro Alexandre Pires, a banda Mastruz com Leite e os sertanejos César Menotti e Fabiano. “Não tenho do que reclamar, a vida está boa, não falta dinheiro. Mas gostaria que o povo todo conhecesse minha obra”, diz ele. “Acontece tanto de os compositores serem reconhecidos depois de mortos. Quero estar vivinho para receber o carinho dos fãs”.Casado há onze anos, pai de quatro filhos, Dorgival foge da conversa quando é perguntado quem é a musa inspiradora de “Você não vale nada”. “Não foi ninguém específico, não! Diga para mim: não é a coisa mais comum do mundo um homem apaixonado saber que a mulher não presta, e, mesmo assim, não conseguir viver sem ela?”, indaga. “É história de amor mais clássica que a de Romeu e Julieta”.Fonte: globo.com
terça-feira, 9 de junho de 2009
“Sabe aquele tipo de mulher que só faz raiva quando está por perto, mas que dá uma falta danada quando vai embora? Pois é, foi para estas pestes que escrevi a canção”.A explicação nada ortodoxa é do cantor potiguar Dorgival Dantas, autor da música “Você não vale nada” – forrozão convertido a hit de FM desde que se tornou tema da personagem Norminha, a dona-de-casa fogosa interpretada pela atriz Dira Paes, em “Caminho das Índias”.Escrita há quatro anos, a faixa demorou para ser sucesso. Primeiro integrou a trilha sonora do filme “Chega de saudade” (2007), de Laís Bodanzky. Só com a gravação do grupo Calcinha Preta virou tema de novela e atualmente ocupa a 67ª posição no ranking das 100 canções mais executadas nas rádios.“Se eu soubesse o email da dona Glória Perez, mandava uma mensagem agradecendo por ter escolhido minha música. Queria escrever também para a Dira Paes, que está um estouro”, elogia Dorgival.Em “Caminho das Índias”, o refrão “você não vale nada/mas eu gosto de você” é tocado nas cenas em que Norminha ajeita suas curvas em vestidos decotados, dribla a vigilância do marido - o abobalhado guarda Abel (Anderson Muller) - e vai para a farra.“Comecei a gravar a novela dois meses antes de escolherem a música”, conta Dira. “Mas agora ela mora no meu inconsciente. Quando entro em ação já começo a lembrar dela”.Fã de forró, a atriz não considera a letra machista. “Acho muito interessante e corajoso alguém poder admitir seu amor por uma pessoa, mesmo sabendo o jeito que ela é”.Superstar nordestino:O autor de “Você não vale nada” não se incomoda com o fato de sua composição ser chamada de “a música da Norminha”. “A mulherada fica louca nos shows pedindo para eu cantar. Subo no palco e pergunto: ‘tem alguma Norminha na área?’. E aí já começa a gritaria”, conta Dorgival, que se considera um “superstar nordestino”.“Por essas bandas do Sul o público ainda não me conhece, mas aqui no Nordeste faço show de segunda à sexta”, garante o forrozeiro, que espera que a execução da música na novela renda convites para apresentações no eixo Rio-São Paulo.“Meu sonho é sentar no sofá do Jô Soares e contar minha história. A trajetória dos ‘dois filhos de Francisco’ perto da minha é molezinha”, compara o potiguar, que diz já ter “dormido em rodoviária e tocado sanfona para ganhar uns trocados e garantir o almoço”.A situação começou a melhorar quando suas composições caíram nos ouvidos de ídolos populares, como o pagodeiro Alexandre Pires, a banda Mastruz com Leite e os sertanejos César Menotti e Fabiano. “Não tenho do que reclamar, a vida está boa, não falta dinheiro. Mas gostaria que o povo todo conhecesse minha obra”, diz ele. “Acontece tanto de os compositores serem reconhecidos depois de mortos. Quero estar vivinho para receber o carinho dos fãs”.Casado há onze anos, pai de quatro filhos, Dorgival foge da conversa quando é perguntado quem é a musa inspiradora de “Você não vale nada”. “Não foi ninguém específico, não! Diga para mim: não é a coisa mais comum do mundo um homem apaixonado saber que a mulher não presta, e, mesmo assim, não conseguir viver sem ela?”, indaga. “É história de amor mais clássica que a de Romeu e Julieta”.Fonte: globo.com
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